O quiosque, em forma de livro, passa a contar desde já com atividades culturais e de inclusão digital, promovidas pela Universidade de Passo Fundo (UPF) e Prefeitura, diariamente, das 12h30min às 18h30min. Autoridades políticas, acadêmicas, representantes de entidades, empresas e comunidade participaram da solenidade de inauguração, que integrou as comemorações dos 154 anos de Passo Fundo.
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| Livros de Roberto Pirovano Zanatta |
Com 96 metros quadrados, o Quiosque da Literatura foi construído para homenagear o escritor passo-fundense Roberto Pirovano Zanatta, autor de três livros infantis, falecido em 2008 com apenas 10 anos, vítima de um tumor cerebral.
A coordenadora das Jornadas, professora Tania Rösing, afirmou que a viabilização do quiosque é a forma mais correta, digna e honrosa de homenagear a memória de Roberto com aquilo que ele deixou de mais precioso no seu último ano de vida, escrever livros.
Claudio Zanatta lembrou o privilégio por ter convivido tão intensamente, embora por breves 10 anos, com especial criatura. “Roberto deixou um legado e para manter viva a sua obra, seu sonho de um dia ser escritor, criamos o Instituto Roberto Pirovano Zanatta, que tem o objetivo de incentivar, motivar e despertar o interesse em jovens e crianças, que como ele têm capacidade de criar personagens, gostar de ler e buscar a realização dos seus sonhos”, enfatizou, emocionado.
O prefeito Airton Dipp também considerou o legado que Roberto Zanatta deixou a Passo Fundo. Na opinião dele, o aspecto físico das Jornadas Literárias está presente nos túneis e quiosques da literatura espalhados pela cidade, locais apropriados para a cultura e o lazer. A secretária de Educação Vera Vieira pontuou que o livro e a leitura são políticas públicas em Passo Fundo e que a criação dos túneis da literatura, cujos textos são trocados mensalmente, revitaliza espaços históricos e estratégicos na cidade.
O vereador José Eurides de Moraes lembrou que as verbas iniciais para a construção dos largos da literatura na cidade são provenientes do Ministério do Turismo, por emenda do deputado Beto Albuquerque. Já o deputado Luciano Azevedo observou a importância de a cidade voltar a contar com locais de convivência que aproximam as pessoas.
O prédio do quiosque, em formato de livro, foi projetado pelos profissionais Luiz Hoffmann e Ivar Grando. No dorso do livro está sendo preparado um grande mural, pintado pela artista Maria Lucina Busato Bueno e com preparação de azulejos da professora Nadja Rosato. Também nesta sexta-feira foi descerrada a placa do Largo de Literatura Brasileira, também junto à Praça do Hospital da Cidade.

Fotos (e trechos) roubadas carinhosamente do site da UPF e do Vereador Zé Eurides



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